01. Quanto tempo preciso ficar afastado do meu trabalho para fazer os implantes?
A cirurgia de implantes tem um pós-operatório muito bom, sendo que na maioria dos casos, o paciente deverá ficar afastado de suas atividades de 1 a 3 dias. A recomendação de repouso após a cirurgia, evitando esforços físicos, exposições ao sol e movimentos bruscos, além de seguir as recomendações do especialista, colabora para uma pronta recuperação.
02. A cirurgia de implantes dói ou incha muito?
A cirurgia de implantes costuma ter um pós-operatório com mínimo desconforto. Procure seguir as recomendações do especialista e utilize a medicação conforme a prescrição
03. O tratamento com implantes é definitivo?
O tratamento com implantes osseointegrados já é utilizado há mais de 45 anos e os resultados a longo prazo possuem altos índices de sucesso. Para que o resultado possa ser mantido, é fundamental a realização da higiene bucal diariamente e de maneira adequada, além de retornos periódicos ao especialista.
04. Quanto tempo demora a cirurgia de implantes?
O tempo gasto durante o procedimento cirúrgico de implantes varia de acordo com a complexidade do caso. Usualmente são procedimentos pouco demorados, sendo que a cirurgia para colocação de um implante demora menos de uma hora.
05. Meus dentes terão aparência normal?
Sim. Uma das grandes vantagens do tratamento com implantes é a possibilidade de realização de próteses com alto nível estético e funcional. Um tratamento realizado com sucesso deverá devolver a aparência normal à dentição.
06. Poderei me alimentar normalmente com os implantes?
Sim. Após a conclusão do tratamento, não haverá limitações alimentares. Alimentos excessivamente duros deverão ser evitados.
07. Existe o risco de rejeição dos implantes?
Não. O titânio utilizado na produção dos implantes é biologicamente aceito pelo organismo, não havendo risco de rejeição.
08. Até quantos anos o paciente pode fazer implantes?
Não existe um limite de idade para a realização dos implantes. Desde que o paciente esteja saudável e apresente estrutura óssea adequada, poderá se submeter à cirurgia. Todos os pacientes deverão ser avaliados previamente pelo especialista e exames complementares podem ser necessários para o correto diagnóstico e plano de tratamentp.
09. Quanto custa o tratamento com implantes?
O tratamento com implantes tem sido muito difundido por seu alto grau de sucesso, tornando-o cada vez mais acessível financeiramente. Consulte o seu especialista para um perfeito diagnóstico e planejamento financeiro do seu caso.
10. Fumantes podem fazer implantes?
Sim. Os implantes atuais apresentam inovaçãoes que permitem altos índices de sucesso clínico em pacientes fumantes, entretanto, caso possível, sugere-se evitar ou diminuir ao máximo o consumo de cigarros no período pós-operatório.
11. Pessoas com problemas no coração podem fazer implantes?
Sim, mas os pacientes com histórico de problemas no coração precisam ser avaliados previamente pelo cardiologista que o acompanha, devendo estar ciente e avalizar o procedimento cirúrgico, para total segurança do paciente. O implantodontista e o cardiologista deverão definir juntos o momento adequado para a realização da cirurgia, assim como cuidar da medicação a ser utilizada.
12. A partir de que idade crianças podem fazer implantes?
As crianças podem fazer implantes após terem concluído o seu ciclo de crescimento. Uma avaliação radiográfica dasw mãos do paciente poderá indicar com precisão a idade óssea e se o mesmo já pode realizar procedimentos cirúrgicos com implantes.
13. Pacientes com diabetes podem fazer implantes?
Sim, desde que a diabetes esteja controlada pelo endocrinologista no momento da cirurgia. A diabetes aumenta o risco de infecção pós-operatória, assim como pode retardar a cicatrização. Também neste caso, a cooperação entre o implantodontista e o endocrinologista será fundamental para o sucesso do tratamento.
14. Já vou sair da cirurgia com meus dentes na boca?
Sim. Antes da cirurgia de colocação dos implantes é feito um molde para o estudo do caso e a definição pela melhor técnica a ser empregada para cada caso. Em muitos casos é realizada a prótese sobre implantes imediatamente após a cirurgia (a chamada carga imediata) devolvendo a estética e a função. Para os casos onde não é possível utilizar este tipo de técnica, dentes provisórios, fixos ou removíveis, podem ser utilizados. |
Para que possamos atuar da melhor maneira e com responsabilidade com o paciente, antes de cada procedimento é realizada a chamada "ANAMNESE", um questionário com o histórico médico da pessoa. Com este documento podemos realizar um diagnóstico mais preciso do caso, além de confeccionarmos prescrições medicamentosas condizentes com a saúde do paciente, evitando interações medicamentosas ou reações alérgicas a certos produtos utilizados durante o tratamento, visando o melhor prognóstico possível para o caso.
Sem utilizar uma linguagem acadêmica, visando uma melhor compreensão do público em geral, queremos expor aqui as razões principais da necessidade de fazermos este questionário, ressaltando que cada paciente deve ser analisado de forma individual pelo profissional, sendo que, em certas situações, o que expomos aqui possam e devam ser adaptadas para o estado de saúde do paciente à época da consulta. Listaremos, portanto, as perguntas e o porquê delas serem feitas:
a. Gravidez
Durante o período de gestação ocorreram diversas alterações hormonais na mulher, favorecendo o aparecimento de cáries e gengivites. A pergunta mais frequente é se a gestante pode ou não se submeter à tratamento odontológico e a resposta é SIM, a gestante pode, tomada as devidas precauções se submeter à quaisquer procedimentos odontológicos durante todo o período gestacional, ressaltando que o melhor período é o 2º trimestre (do 3º ao 6º mês) por ser o de maior estabilidade física e psicológica da paciente. Durante este período o uso de anestésicos ocorre sem nenhum tipo de risco em pacientes saudáveis, e para as portadoras de alguma doença pré-existente (pressão alta ou diabetes, por exemplo) deveram ter apenas os cuidados específicos que já teriam mesmo sem estarem gestantes. Devem ser evitados pela gestante medicamentos à base de Ácido Acetil-Salicilico e Sulfas, além de exposições ao Raio X no primeiro trimestre de gestação.
b. Utilização prévia de outras medicações
Aqui o profissional, tendo ciência das medicações que o paciente já utiliza evita, em suas prescrições, o uso de remédios que possam interagir, potencializando, diminuindo ou mesmo anulando o efeito de outros medicamentos. Inclui-se aqui drogas para manutenção de pressão arterial, anticoncepcionais, anti-convulsivos entre outros.
c. Cirurgias prévias
Cirurgias cardíacas, colocação de marca-passos, cirurgias renais, de ordem neurológica entre outras, influenciam nos procedimentos possíveis de serem propostos para o paciente, incluindo a medição que possa vir a ser ministrada a ele.
d. Alergia / Anestesia / Sinusite
Aqui verificamos se o paciente possui hipersensibilidade à algum tipo de anestesia, ou produto utilizado durante a execução de seu tratamento, para que possamos efetuar a troca destes por outros aceitos pelo paciente. A sinusite pode provocar dores que se parecem como originárias da boca ou dentárias, mas na realidade são do seio maxilar. Geralmente este diagnóstico é obtido com Raios X panorâmicos e o paciente é, então, encaminhado a um otorrinolaringologista, para o tratamento adequado.
e. Hemorragia
Detecta-se se o paciente conta com um histórico de hemorragias, que podem estar associadas a um quadro de hemofilia, para que possamos tomar as providências necessárias em casos de cirurgia, por exemplo, incluindo medicação para o estancamento do sangramento pós-cirurgico.
f. Doenças cardíacas / hipertensão
As doenças do coração ou a hipertensão por vezes limitam a utilização de certas técnicas, medicamentos, anestésicos ou procedimentos odontológicos. De posse desta informação podemos traçar alternativas para a resolução do caso do paciente. No caso dos anestésicos eles geralmente contêm adrenalina, um componente que acelera os batimentos cardíacos, estes para pacientes cardíacos ou hipertensos deverão ser evitados e trocados por outros sem este componente.
g. Renais
O rim atua como um filtro para o sangue, e, certas doenças renais impedem o paciente de ser medicado com determinadas drogas. Podemos eleger então um medicamento compatível para o paciente.
h. Gástrico
Medicamentos como antibióticos costumam provocar dores de estômago, enjôos, náuseas etc., e em pacientes gástricos (possuidores de úlcera, por exemplo) sofrem ainda mais durante o tratamento. Podemos associar outros medicamentos junto ao antibiótico para sanar ou, ao menos, amenizar este desconforto.
i. Respiratório
Durante a anestesia é esperada uma alteração na freqüência respiratória do paciente, atentamos então para o anestésico adequado ao paciente para minimizar quaisquer efeitos que possam surgir. Outro problema comum é o do respirador bucal, como ele não consegue respirar pelo nariz (adenóide, por exemplo) o paciente tem experiências como o ronco ou má posição dos dentes. Nestes casos o uso de aparelhos ortodônticos e/ou ortopédicos podem vir a ser a solução.
j. Diabetes
Pela complexidade da doença vamos listar apenas os principais aspectos do tratamento do paciente diabético. Talvez a principal característica seja o surgimento da uma doença periodontal importante (sangramento gengival, amolecimento e conseqüente perda dos dentes). É indicado fortemente o controle da doença, pois se as bactérias existentes neste caso entrarem na circulação sanguínea passam pelo coração, podendo ser as causadoras de uma endocardite bacteriana que poderia levar o paciente à óbito. A doença periodontal pode também ser fator de impacto no controle da glicemia. Por serem de cicatrização lenta, pacientes diabéticos devem se submeter à profilaxia antibiótica antes de determinados procedimentos, para que possamos diminuir os riscos de infecções.
k. HIV positivo
O paciente HIV positivo pode e deve ser tratado normalmente, evitando o risco de infecções que prejudicam no desenrolar da doença. Como a doença segmenta-se em várias outras, deve apenas tomar os cuidados necessários que cada situação exige (profilaxia antibiótica, por exemplo). Destacamos a candidíase e as afecções da gengiva como as mais importantes do quadro a serem tratadas e controladas. O quadro clínico geral do paciente é imperioso para a adoção dos critérios corretos para o tratamento
l. Tumores
O uso de radioterapia em tratamentos de tumores exige, por vezes, a remoção de elementos dentais. Quanto ao profissional, o exame de tumores bucais deve ser realizado como rotina nos pacientes que se dirigem ao tratamento.
m. Fumantes
O profissional deve redobrar atenção em pacientes fumantes, pelo aumento do risco de tumores, afecções gengivais e, conseqüentemente, perda dos dentes. Em casos de clareamento dental deve-se alertar o paciente quanto à perda de eficácia do tratamento. A halitose (mau-hálito), que é uma queixa comum, também é freqüente nestes casos.
n. Drogas
O uso contínuo de drogas faz aumentar a tolerância de certos fármacos, notadamente a anestesia, provocando uma sensação anestésica menor para o paciente. O uso do álcool pode provocar roncos, bruxismo e outros distúrbios que causam desconfortos ao paciente.
Dr. João Fausto Esteves Sartorello
CRO-SP 47-108 |